O secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública do Governo dos Açores, Joaquim Bastos e Silva, avançou, esta quarta-feira, que a região vai recorrer a empréstimos de 170 milhões de euros em 2021, sobretudo devido à pandemia de covid-19.

Ao nível do endividamento, o Governo Regional optou por recorrer a 110 milhões de euros para continuar a assegurar respostas imediatas à pandemia e a mais 60 milhões destinados a comparticipar projetos de investimento cofinanciados por fundos europeus”, declarou.

Bastos e Silva falava, esta quarta-feira, na comissão de Economia, na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, na ilha do Faial, onde foi ouvido no âmbito do Plano e Orçamento da região para 2021.

Trata-se de um acréscimo extraordinário de endividamento de 170 milhões de euros, mesmo assim claramente inferior ao do ano de 2020 que ascendeu a 353 milhões de euros”, acrescentou.

Bastos e Silva adiantou ainda que a região também vai pedir um empréstimo para face à dívida do Serviço Regional de Saúde (SRS).

Com o objetivo de fazer face ao acréscimo dos pagamentos em atraso verificados nos últimos anos, nomeadamente no SRS, está previsto um recurso a um empréstimo de 75 milhões para dar início ao plano de recuperação dos pagamentos em atraso”, afirmou.

O governante disse prever que os pagamentos em atraso na saúde estejam concluídos num prazo de três anos.

Em 10 de dezembro, o secretário regional da Saúde referiu que a dívida aos fornecedores no SRS era de 137 milhões, estando 110 milhões já vencidos.

Durante esta semana decorreram, na cidade da Horta, no Faial, as audições aos membros do Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM (com o apoio parlamentar do Chega e Iniciativa Liberal), no âmbito do Plano e Orçamento da região para 2021.

Este é o primeiro Plano e Orçamento do executivo açoriano liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro.

A proposta de Orçamento dos Açores para este ano é de cerca de 1.900 milhões de euros, dos quais 165,7 milhões destinados ao transporte aéreo e à reestruturação da SATA.

/ NM