Os portugueses estão a pedir mais crédito e o montante também aumentou.

Segundo os dados do Boletim Estatísticos “O Sobre-endividamento, os rendimentos e as despesas” da Deco, referentes ao primeiro semestre de 2019, a que a TVI/ Economia 24 teve acesso, o valor total das prestações mensais de crédito passou para 870 euros face aos 798 euros de 2018. Um valor que deixa apenas 330 euros disponíveis para despesas, de um rendimento mensal de 1.200 euros.

Contas feitas a taxa de esforço fica quase inalterada face a 2018, nos 72,8%, quando uma prudente gestão das finanças pessoais aconselha uma taxa de esforço de apenas 35% de créditos sobre rendimento mensal.

Os dados têm por base os pedidos de contacto que chegam ao GPF – Gabinete de Proteção Financeira da Deco. 17 mil em seis meses, pouco atrás dos 17.270 em igual período de 2015 e 2018.

Continuam a ser os trabalhadores do setor privado que mais contatam a associação para resolver os seus problemas de sobre-endividamento e com habilitações entre o 1º e 3º ciclos.

Também se mantêm as causas no topo da tabela: desemprego e deterioração das condições laborais.

Em média cada família tem cinco créditos. Valor que também é igual ao ano passado. Desde o pessoal, à habitação, passando pelos cartões, todos cresceram face a 2018.

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