Os lucros da REN - Redes Energéticas Nacionais cresceram em termos homólogos 0,2 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, para 4,5 milhões, segundo os resultados da empresa comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a empresa, o crescimento do resultado líquido deveu-se a uma contribuição positiva dos resultados financeiros, que aumentaram 2,9 milhões, para -10,8 milhões, um reflexo do decréscimo do custo médio da dívida (de 1,8% para 1,6%), e a uma CESSE (taxa de energia) mais reduzida (+1,1 milhões).

A dívida líquida também melhorou no primeiro trimestre do ano, “com pagamentos adicionais de desvios tarifários”, sublinha a REN.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou 114,4 milhões de euros, uma diminuição homóloga de 3,8% (-4,5 milhões).

Este valor do EBITDA deveu-se, segundo a REN, à redução (-2,5 milhões) da remuneração do RAB (base de ativos regulados) e à diminuição da contribuição das despesas operacionais (OPEX) , com os custos de manutenção a subirem 1,4 milhões, dos quais 1,1 milhões relativos à limpeza florestal.

Estes custos deverão ser normalizados ao longo de 2021”, refere a REN.

A empresa refere ainda que a performance dos negócios internacionais caiu um milhão de euros, dos quais 0,6 milhões atribuídos à Electrogas.

Os resultados do primeiro trimestre indicam que a REN emitiu 300 milhões de ‘Green Bonds’ com um prazo de vencimento de oito anos e uma taxa de juro correspondente à “mid – swap rate” a oito anos.

Esta emissão revelou-se um sucesso, com a procura a superar cinco vezes a oferta”, diz a empresa.

A energia proveniente de fontes renováveis atingiu 78,7% do total da oferta, enquanto o consumo de eletricidade permaneceu inalterado e o de gás natural decresceu 2,4TWh, “o que é consistente com uma maior quantidade de energia a partir de fontes renováveis”, acrescenta.

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