Criar uma agência europeia de dívida, com o objectivo de emitir dívida pública europeia, foi uma proposta aceite esta quarta-feira no Parlamento.



A proposta passou com o voto favorável do Bloco de Esquerda e PS, abstenção do CDS e o voto contra dos restantes partidos.



Embora sem carácter vinculativo, este resultado mostra um sentido de voz dos partidos políticos: que a Europa una as suas forças e emita dívida pública conjunta (as chamadas «euro bonds»).



O plano consiste na emissão de dívida de até 40% do valor da dívida dos Estados-membros e no financiamento de até 50% das emissões destes países. Esta agência teria de ser criada pelo Conselho Europeu.



«Esta proposta mostra que o problema que vivemos é um problema sistémico, um problema do euro», disse o socialista Sérgio Mota Pinto.



Já Assunção Cristas, do CDS, advertiu que «a criação desta agência implica um aprofundamento da nossa consolidação orçamental».



Do lado do PCP, Honório Novo disse que o seu partido «quer e exige uma discussão antecipada» destes temas, isto porque «não passamos cheques em branco».



A proposta surgiu pela mão do Bloco de Esquerda, seguindo as pisadas de vários governantes europeus.
Ana Rita Leça