O Estado português injetou 13,423 mil milhões de euros em bancos entre 2007 e 2017, devido à crise económica, com o maior montante a ter sido concedido em 2014, num total de 4,938 mil milhões, divulgou hoje a Comissão Europeia.

Mas o que Portugal gastou não fica por aqui. Acrescem mais 3,719 mil milhões em juros, no mesmo período.

Os números, divulgados no âmbito de um relatório da Comissão Europeia sobre ajudas estatais dos Estados-membros, mostram que 2014 foi o ano em que se gastou mais dinheiro com injeções na banca -  4,938 mil milhões, sem contar com juros. Um ano que coincide com a intervenção estatal no antigo Banco Espírito Santos (BES), hoje Novo Banco.

Pelos mesmos dados, a segunda maior injeção acontece em 2017, num total de 4,908 mil milhões de euros, ano no qual foi feita uma recapitalização à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Em 2015, as injeções de capital do Estado português em instituições financeiras foram de 2,337 mil milhões de euros, valor que inclui a resolução do Banif - Banco Internacional do Funchal.

Nestes 10 anos, só não houve injeções entre 2007 e 2010, sendo que, mesmo assim, em 2010 ainda houve uma transferência de 1,8 mil milhões de euros [podem ser por exemplo compra de ativos] e foram dadas garantias de 85 milhões, para não falar dos juros de 81 milhões pagos nesse ano. 

O mesmo relatório revela quer no total Estados-membros da União Europeia apoiaram recapitalizações de bancos no montante de 475,9 mil milhões de euros entre 2008 e 2017.

 

Alda Martins