A ministra da Agricultura destacou hoje que o crescimento das exportações de vinho em 2020 "permitem ao Governo manter a meta dos 1.000 milhões de euros" de vendas para os mercados externos até 2023.

Maria do Céu Antunes falava durante a emissão online em que foram anunciados e entregues os prémios "Os Melhores do Ano 2020" da Revista dos Vinhos. A emissão gravada antecipadamente e difundida na noite desta quinta-feira nas redes sociais daquela publicação Revista de Vinhos.

2020 foi um ano de desafios sem precedentes e, apesar de tudo, há muitas e boas razões para premiar os nosso agricultores e os nossos vinhos ", salientou a ministra num testemunho gravado para a cerimónia.

A governante recordou que "o setor do vinho foi especialmente afetado pelo encerramento do canal Horeca (Hotéis, Restaurantes e Cafés) e o Ministério da Agricultura, em parceria com o setor criou de imediato uma linha de apoio que inclui o destilamento e o armazenamento de crise".

Maria do Céu Antunes frisou também que o programa Vitis, que financia a reestruturação e a reconversão de vinhas, foi reforçado, tendo subido dos 50 milhões de euros previstos para 73,5 milhões.

As dificuldades criadas foram imensas, o que nos levou a criar medidas de apoio à internacionalização, incluindo de promoção dos vinhos portugueses em países terceiros os resultados estão bem à vista", afirmou.

A ministra disse que os dados mostram que as exportações de 2020 cresceram cinco por cento em volume e três por cento em valor", sublinhando que "são valores como estes que permitem ao Governo manter a meta dos 1.000 milhões de euros de exportações até 2023".

Maria do Céu Antunes destaca que os produtores portugueses fizeram "um trabalho de excelência e conclui afirmando que o Governo pretende contribuir com o seu apoio para "fazer crescer cada vez" mais o setor do vinho em Portugal.

"É por esta razão que Portugal, em conjunto com outros estados-membros, está a avaliar com a Comissão Europeia a possibilidade de prorrogar as medidas excecionais de apoio para as empresas afetadas pela covid-19 em 2021", frisou ainda a ministra, acrescentando que "o setor deu enormes provas de resiliência e de adaptação e não parou".

/ HCL