A Snap, empresa que é dona da rede social Snapchat, entra hoje no índice NYSE, a bolsa de valores de Nova Iorque, e pode ser um dos maiores IPO (entrada de uma empresa em bolsa) tecnológico dos últimos dez anos.

Ao todo serão colocadas à venda 200 milhões de ações, com cada uma a valer 17 dólares. A confirmar-se, a empresa pode ficar avaliada em 22,2 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) e valer sete vezes mais do que valia em 2013, quando o Facebook a tentou adquirir.

O valor estimado é de tal ordem que, para se ter uma ideia, é quase o dobro daquilo que vale hoje em dia o Twitter (14 mil milhões de dólares ou 13,3 mil milhões de euros). Ainda está, no entanto, longe da capitalização do Facebook, rede social que vale 104 mil milhões de dólares, qualquer coisa como 98,5 mil milhões de euros.

Porém, os investidores estão receosos quando a esta entrada na bolsa. Segundo especialistas, ouvidos pela Bloomberg, é um “ato de loucura” investir numa empresa que tem lucros apenas há dois anos. A idade dos fundadores e a sua falta de maturidade também é um dos argumentos para o risco que a compra de ações pode constituir.

Há também a considerar a concorrência, com a feroz competição do Facebook e do Instagram, que ainda recentemente criou o Instastories. Os analistas receiam, igualmente, da pressão para o Snapchat inovar e, ao mesmo tempo, a pressão para alargar o seu público-alvo. 

A Snap foi criada em 2011 por dois alunos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos da América. Bobby Murphy e Evan Spiegel quiseram criar uma rede social onde se pudesse enviar mensagens ou fotografias que estivessem disponíveis temporariamente.

Atualmente, esta rede social é visitada diariamente por 150 milhões de pessoas que trocam mais de 2,6 milhões de snaps. Em 2015, a empresa gerou receitas na ordem dos 58 milhões de dólares e, no passado, atingiu os 404,5 milhões, sete vezes mais.

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