Paulo Carmona deixa a presidência da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), que será assegurada por Filipe Meirinho até à extinção desta entidade, decidida no parlamento.

Em conselho de ministros, o Governo procedeu, esta quarta-feira, à designação, até à extinção da ENMC, de Filipe Rodrigues Meirinho para o cargo de presidente do Conselho de Administração, segundo parecer favorável da CRESAP - Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública.

Na semana passada, o presidente da ENMC, Paulo Carmona, ainda desconhecia oficialmente as intenções do Governo em relação àquela entidade, depois da aprovação da extinção no parlamento.

Nós somos completamente dependentes do Governo. Aguardaremos para conhecer as decisões do Governo", afirmou, na altura, Paulo Carmona, admitindo que a decisão de extinguir a entidade que fiscaliza o mercado de combustíveis "surpreendeu a todos", sobretudo "a rapidez com que foi feita".

A proposta do PCP de extinção da ENMC foi aprovada no parlamento, a 25 de novembro, com os votos favoráveis do PS e do Bloco de Esquerda.

Contactado pela Lusa, Paulo Carmona recusou comentar a saída do organismo, que lidera desde a sua constituição, em dezembro de 2013.

A ENMC foi criada pelo governo de Passos Coelho para substituir a Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos (EGREP), com o objetivo de "simplificar procedimentos e conseguir reunir numa só entidade as competências distribuídas pela EGREP, pela DGEG e pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia".

O novo presidente do organismo, Filipe Meirinho, era diretor na ENMC para a área dos produtos petrolíferos.