Já é possível fazer a entrega das declarações do IRS. Pela primeira vez, o prazo é alargado e prolonga-se até 30 de junho.

A declaração deve ser submetida no Portal das Finanças.

Este ano são esperados reembolsos mais altos do que em 2018, porque as tabelas de retenção não refletiram completamente a descida do IRS.

O Governo volta a prometer reembolsos em onze dias para quem tem a declaração automática, como sucedeu em 2018, de acordo com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes.

Em 2018, o prazo médio do reembolso do IRS automático foi de 11 dias e a expectativa que temos é de manter o mesmo padrão em termos de prazo", afirmou o governante.

No ano passado, registou-se uma forte afluência de entrega de declarações nos primeiros três dias da campanha do IRS, mas esta rapidez não assegura que o reembolso chegue mais cedo do que o de um contribuinte que opte por submeter a declaração na segunda semana.

Entre os cerca de 5,1 milhões de agregados que fazem declaração anual de rendimentos há cerca de 3,2 milhões que estão este ano abrangidos pelo IRS automático, já que o automatismo foi alargado a todos os que possuem Planos-Poupança Reforma.

O alargamento do prazo de entrega de dois para três meses foi para desfasar as datas limite para o cumprimento de duas obrigações fiscais, já que de acordo com as regras em vigor até 2018 tanto a declaração de IRC (Modelo 22) como a do IRS terminavam no dia 31 de maio.