A Direção-Geral do Orçamento (DGO) divulga esta quarta-feira a síntese de execução orçamental até julho, depois de ter registado um défice de 7.060 milhões de euros no primeiro semestre impactado pela terceira vaga da pandemia.

Até junho, o défice das contas públicas ascendeu a 7.060 milhões de euros, agravando-se em 150 milhões de euros face ao período homólogo, refletindo o impacto das medidas de mitigação da pandemia de covid-19, segundo indicou em julho o Ministério das Finanças no comunicado que habitualmente antecede a divulgação dos dados da execução orçamental.

A evolução do saldo até junho refletiu um crescimento de 5,7% da despesa primária, acima dos 4,6% do crescimento da receita.

A despesa primária apresentou um crescimento de 5,7%, refletindo as medidas extraordinárias de apoio à economia”, refere o comunicado, acrescentando que, do lado da receita, o crescimento de 4,6% resulta “do desconfinamento no período mais recente e também do efeito base associado aos impactos negativos do confinamento no período homólogo”.

Segundo a DGO, a pandemia de covid-19 custou ao Estado 4.188,8 milhões de euros até junho, 384,1 milhões de euros dos quais por redução da receita e 3.804,7 milhões de euros pelo aumento da despesa total.

A receita fiscal do Estado totalizou 17.659,6 milhões de euros até junho, mais mais 416,7 milhões de euros (+2,4%) do que no período homólogo, uma evolução justificada, nos impostos diretos, pelo IRC, IRS e pagamentos de autoliquidação.

Os dados divulgados pela DGO são em contabilidade pública (numa ótica de caixa).

/ CE