Timo Soini é o político finlandês cujo triunfo eleitoral no passado domingo, ao ser a terceira força política mais votada, despertou um tema polémica no União Europeia: os «Verdadeiros Finlandeses», o partido populista que Soini dirige, soube capitalizar o crescente descontentamento dos nórdicos que dizem não entender porque é que têm de financiar com os seus impostos as dívidas dos países do sul da União Europeia, que não souberam cumprir as suas obrigações orçamentais.

Em entrevista ao «El País», publicada esta quinta-feira, Soini é um eurocéptico convicto e deixou claro que não pensa aprovar o resgate europeu a Portugal nos termos actuais da ajuda externa.

Timo Soini é o político finlandês cujo triunfo eleitoral no passado domingo, ao ser a terceira força política mais votada, despertou um tema polémica no União Europeia: os «Verdadeiros Finlandeses», o partido populista que Soini dirige, soube capitalizar o crescente descontentamento dos nórdicos que dizem não entender porque é que têm de financiar com os seus impostos as dívidas dos países do sul da União Europeia, que não souberam cumprir as suas obrigações orçamentais.

Em entrevista ao «El País», publicada esta quinta-feira, Soini é um eurocéptico convicto e deixou claro que não pensa aprovar o resgate europeu a Portugal nos termos actuais da ajuda externa.

E a sua posição tem de ser levada em conta, porque ao ser a 3ª força mais votada, o seu partido tornou-se fundamental para a formação do novo Governo. Os «Verdadeiros Finlandeses» não se opõem frontalmente ao apoio a Portugal, mas pedem uma alteração das condições de resgate e é isso que está já a ser negociado com os outros partidos da coligação.

Soino quer uma redução do fundo de resgate temporal, não só no montante. «O mecanismo de ajuda tem, de mudar porque não funciona», diz, garantindo que não pretende com isso «criar uma crise de estabilidade na Europa».

Mas, aponta, «ficou claro que o modelo actual não funciona. E o Pacto de Estabilidade e Crescimento não se cumpriu. Os alemães desrespeitaram-no e os outros foram atrás. Nós somos dos poucos países que cumpriram as regras e agora os outros querem vir e levar o leite das nossas vacas».
Redação / JF