Os acionistas do BCP aprovaram hoje em assembleia-geral a subida do limite aos direitos de voto de 20 para 30% do capital, como exigido pela chinesa Fosun que, recentemente, comprou 16,7% do capital do maior banco privado português e passou a ser o maior acionista da instituição financeira.

Fonte oficial do BCP disse à Reuters que a proposta foi aprovada por 99,7% dos votos expressos.

O presidente executivo do banco, Nuno Amado, realçou que esta votação "correu muito bem" e abre a porta ao aumento da participação de acionistas, o que "cria as condições para haver acionistas com mais de 20% e isso é favorável para o banco", cita a Reuters.

Assim, estão criadas as condições para o banco poder ter obviamente uma base de acionistas algo mais forte e também de apoiarem a própria evolução do banco", disse Nuno Amado aos jornalistas à saída da reunião magana de acionistas.

 

Nesse sentido, o banco analisará as consequências desta votação e, a tomar medidas que tiver que tomar, fá-lo-á seguramente rapidamente e bem, no sentido da defesa dos interesses do banco, dos seus acionistas e dos seus clientes", acrescentou.

Segundo os acordos firmados com a Fosun, o grupo chinês poderá aumentar a sua participação através da compra de ações em mercado secundário ou de um novo aumento de capital especificamente dirigido a si, como ocorreu na sua entrada no BCP.

Os acordos que foram feitos com a Fosun dão-nos essa expectativa (de reforço até 30%). Agora há que trabalhar nesse sentido e é isso que vamos fazer muito provavelmente no início de 2017", afirmou Nuno Amado.

 

Cá estaremos a trabalhar no caminho e direção certa. Esta votação ajuda o banco. Vamos caminhar, para 2017, bem", conclui.

A petrolífera estatal angolana Sonangol, que antes da entrada da Fosun era o maior acionista do BCP é, atualmente, o segundo maior acionista com 14,9%, tendo a EDP cerca de 2% e a Interoceânico 1,7%.