O preço da gasolina ultrapassou pela primeira vez a barreira dos dois euros por litro em Portugal.

Esta segunda-feira, pela trigésima quinta vez este ano, os combustíveis voltaram a ficar mais caros. Desde o início desta semana que o litro do gasóleo custa mais três cêntimos e meio e o da gasolina mais dois e meio. E, em alguns casos, isto significou ultrapassar a barreira dos dois euros por litro.

Contactada pela TVI24, fonte da Repsol confirmou que os valores da gasolina 98 já ascendem, em alguns locais, os dois euros por litro desde segunda-feira e que estes valores se manifestam "genericamente nas autoestradas", não conseguindo, no entanto, avançar todos os postos de combustíveis onde já se refletem estes aumentos. 

De acordo com informação disponibilizada pela Direção Geral de Energia e Geologia, estas são as bombas da Repsol em que a gasolina especial 98 está com o preço acima dos dois euros por litro:

Autoestrada 1 (A1)

- Gaia, em ambos os sentidos

- Antuã, Estarreja, em Aveiro, nos dois sentidos

A8

- Loures, em ambos os sentidos

A9 CREL

-  Loures, em ambos os sentidos

A17

- Nó da Ponte de Vagos, nos dois sentidos (Aveiro - Vagos)

- Figueira da Foz, em ambos os sentidos (Figueira - Coimbra)

- Monte Redondo, nos dois sentidos (Monte Redondo - Leiria)

A2

- Grândola, em ambos os sentidos (Grândola - Setúbal)

A6

- Vendas Novas, nos dois sentidos

Outras bombas de combustíveis

Fonte da BP explicou à TVI24 que a "definição dos preços praticados pelos postos de abastecimento de combustíveis a operar sob a insígnia BP é da exclusiva responsabilidade das entidades que exploram os mesmos", não respondendo às questões colocadas relativamente a se haveria postos de combustíveis onde a gasolina teria superado os dois euros por litro. 

Relativamente ao caso específico de Beja, onde esta terça-feira foi fotografado o preçário do valor dos combustíveis com a gasolina 98 a ascender os dois euros por litro e esta quarta-feira a situação já tinha sido revertida para o anterior valor (1.999 euros), a multinacional disse que "o caso de Beja reforça o ponto de liberdade dos revendedores em definirem os preços, de acordo com o contexto de mercado local e outros critérios que entendam relevantes".

A TVI24 tentou também contactar a Galp, mas, até agora, não obteve qualquer resposta.