As compras online, alavancadas pela pandemia de covid-19, devem aproximar-se, este ano, dos 10.000 milhões de euros, acima dos oito mil milhões de euros registados no ano anterior, indicou esta segunda-feira o secretário de Estado do Comércio.

Estima-se que em 2019 os consumidores tenham comprado seis mil milhões de euros no ‘online’, em 2020 oito mil milhões de euros e em 2021 nos aproximemos dos 10.000 milhões de euros. Embora a transição digital já se tenha iniciado, foi profundamente acelerada pela pandemia e os canais de oferta revelaram-se, em muitas circunstâncias, eficazes”, indicou, o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, na conferência ‘online’ “As novas formas de comercialização dos produtos: comércio eletrónico”.

Durante a sua intervenção, o governante agradeceu aos contabilistas pelo seu papel “crucial” perante a disrupção dos modelos de negócio, que levou a muitos encerramentos em virtude das medidas de contenção da pandemia de covid-19.

Por outro lado, destacou o papel dos agricultores, “mesmo nos momentos mais críticos”, em garantir a alimentação aos portugueses.

Os meses de março e de abril parecem referir-se a uma realidade que já não vivenciamos com a mesma intensidade, mas foram meses de profundo receio e incerteza, com impactos económicos reconhecidos. Toda a cadeia de valor [agroalimentar] teve um desempenho absolutamente excecional”, acrescentou.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.543.125 mortos no mundo, resultantes de mais de 170,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal morreram 17.025 pessoas dos 849.093 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

. / LF