O secretário-geral do PS anunciou esta terça-feira a apresentação de sete propostas para cortar nas rendas pagas pelo Estado no setor energético, permitindo a prazo o desagravamento das tarifas pagas pelos consumidores na eletricidade e gás.

António José Seguro falava no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS em Bragança, num discurso em que adiantou que algumas dessas propostas serão apresentadas já no âmbito do Orçamento Retificativo.

«Os portugueses souberam de um novo aumento do gás natural em sete por cento e é preciso dizer-lhes que podem pagar menos pela sua fatura do gás e da eletricidade. É preciso dizer às empresas que podem ter maiores ganhos de competitividade pagando menos pela energia», disse Seguro em estilo de introdução às suas propostas.

Segundo o líder socialista, «o PS quer o fim da atribuição de subsídios (sistema de co-geração) às empresas com produção superior a 20 megawatts, estimando-se por essa via uma poupança para o bolso dos portugueses e das empresas cerca de 130 milhões de euros».

«Queremos obrigar o Governo a legislar no prazo de 30 dias no sentido da separação obrigatória das atividades de transporte das de produção e comercialização de energia. O objetivo é dar mais garantias aos consumidores de que não há abuso de posições dominantes de alguns operadores com interesses em fases diversas do setor energético», apontou o secretário-geral do PS.

Seguro adiantou ainda que o PS pretende obrigar o Governo a legislar no prazo de 30 dias «no sentido de criar um regime de penalização para os produtores e transformadores de energias menos eficientes do ponto de vista energético» - medida que tem como objetivo «proporcionar energia mais barata».

Todas estas medidas propostas pelos socialistas serão discutidas em sede de especialidade no âmbito do Orçamento Retificativo.
Redação