Os senhorios vão ter de fazer contas devido à intenção do Governo de fazer o englobamento dos rendimentos no IRS. Simplificando, o Executivo tenciona obrigar o contribuinte a juntar rendas aos rendimentos na declaração do imposto e quanto maior for o bolo, mais a fatura sob.

Atualmente, os proprietários podem optar por declarar as rendas em separado e pagar uma taxa liberatória de 28%, que é mais baixa do que as taxas aplicadas a cinco dos sete escalões do IRS.

Para quem ganha o salário mínimo e tiver de englobar uma renda, ainda que de 50 euros, vai ter de pagar mais 100 euros ao ano. Até porque deixa de estar isento de pagamento do IRS, porque ultrapassa o mínimo de existência.

Para um solteiro com rendimento médio e a receber uma renda de 500 euros com a junção aos rendimentos até pode vir pagar menos 14 euros ao ano.

Já para um casal com rendimento de três mil euros mensais e que tenha uma casa que renda 800 euros por mês a fatura do IRS sobe 468 euros.

O englobamento é uma das reivindicações da esquerda e consta também do programa de Governo. O Executivo já admitiu que o IRS pode mesmo agravar-se para os proprietários que não adiram ao programa de arrendamento acessível acessível.

O novo regime estabelece que os senhorios que optem por colocar arrendar casa, com preços 20% abaixo do valor do mercado, têm isenção total em sede de IRS e IRC, no apuramento do imposto feito no ano seguinte.

Os proprietários que já este ano tenham feito contratos de arrendamento acima dos dois anos, independentemente do valor da renda, também têm redução progressiva no imposto que pode chegar aos 18%.