O segundo e último dia da greve parcial dos trabalhadores da Transtejo/Soflusa, empresas que asseguram a ligação fluvial entre Lisboa e a margem sul do Tejo, registou no período da manhã uma adesão de 72%, indicou a empresa.

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa (duas empresas que têm administração comum) cumprem hoje o segundo e último dia de uma greve parcial, de três horas por turno, para reivindicar uma atualização salarial.

Em comunicado, a empresa refere que a greve registou uma adesão, no período da manhã, de 72%, verificando-se uma adesão de 76% na Transtejo e de 67% na Soflusa.

Por seu lado, num balanço feito à Lusa, fonte da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) e do Sindicato dos Transportes Fluviais, cerca das 08:20, apontava para uma adesão ao nível da operacionalidade de 100% nas duas empresas.

À semelhança do primeiro dia, as carreiras de serviços mínimos, decretadas pelo Tribunal Arbitral do CES – Conselho Económico e Social, para as ligações fluviais do Barreiro e de Cacilhas, foram realizadas.

No que diz respeito à procura registada, a empresa diz que a carreira Barreiro-Terreiro do Paço (05:05) transportou 399 passageiros e a de Cacilhas-Cais do Sodré (05:20) 147.

Este serviço de transporte público encontrava-se pelas 10:55 normalizado em todas as ligações fluviais.

Os trabalhadores decidiram realizar greve depois de uma reunião em 30 de junho com a administração que gere as duas empresas e que foi “inconclusiva".

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

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