[Notícia actualizada às 15h]

Dependências bancárias e supermercados visitados esta quarta-feira pela Lusa registam uma afluência normal e, no caso dos bancos, toda a equipa veio trabalhar e o número de clientes foi «o de um dia normal», apesar da greve geral.

No Centro Comercial Colombo, onde todas as lojas estão abertas e com clientes, o supermercado Continente parece viver um dia normal, ainda que uma responsável da loja remeta para a direcção da empresa quaisquer esclarecimento sobre o impacto da paralisação.

Inúmeras caixas estão abertas e dezenas de pessoas estão a comprar, sendo que três clientes, ouvidos pela Lusa, garantiram não estar de greve e que o dia de hoje é «normal».

A Jerónimo Martins também «não sentiu qualquer impacto» da greve geral, com uma adesão «quase nula».

«Dos fornecedores às lojas tudo está a funcionar com normalidade e as entregas decorrem como habitual».

No que toca aos bancos, tanto no caso do escritório do BPI como do Millenium BCP, no mesmo complexo comercial, funcionários garantiram que hoje «veio toda a equipa» e que a afluência de clientes é «normal».

«É um dia normal e no resto do centro parece também estar tudo como sempre», disse uma funcionária do BPI.

«Falei hoje com outra agência e também não houve qualquer alteração», explicou à Lusa um funcionário do BCP.

No BES, a adesão à greve «foi mínima», com menos de duas dezenas de trabalhadores, num universo de cerca de 7 mil.

«Nenhuma agência foi fechada e todos os departamentos estiveram operacionais».

No caso do espanhol BBVA também não houve qualquer impacto da greve com a entidade a registar uma adesão «nula».

«Não sentimos os efeitos da greve de forma nenhuma», disse uma fonte do banco espanhol.

No Santander Totta, «funcionamento está a decorrer nos moldes normais», afirmou também à lusa fonte oficial da instituição, acrescentando que «os balcões abriram todos».

A única excepção é assim a Caixa Geral de Depósitos, onde 45% das agências estão encerradas, admitiu fonte oficial do banco estatal.
Redação / PGM