A greve do lixo em Lisboa e na zona Oeste do país terminou esta quarta-feira, depois de 32 horas. Altura para balanços difíceis de fazer, uma vez que há dois lados da questão: o sindicato representativo dos trabalhadores da Valorsul admitiu que o protesto foi "um fracasso" no setor administrativo da empresa, mas diz que foi "bastante positivo" na frente operacional. A administração da empresa de resíduos diz que a adesão foi de 24%.

De uma maneira geral, os objetivos da greve foram alcançados. Em termos operacionais tivemos praticamente todas as unidades paralisadas. A do Cadaval foi a única que não parou. Na parte administrativa é que ficou aquém e podemos considerar um fracasso"

Navalha Garcia, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões, disse *a Lusa que dos 378 trabalhadores da Valorsul cerca de uma centena é administrativo.

"Na próxima semana vamos reunir com os trabalhadores e fazer um balanço desta greve. De qualquer forma, se a administração da empresa mantiver esta postura, poderemos avançar para novas formas de luta", perspetivou.

À mesma agência, fonte da administração da empresa de resíduos referiu que o balanço final aponta para uma adesão de 24%.

Ontem, houve uma clara disparidade nos números de trabalhadores e empresa quando fizeram o primeiro balanço. A comissão sindical dos falava numa adesão de 100% até às 08:00. A Valorsul dizia que tinha sido de apenas 19% até às 10:00. 

Os trabalhadores que operam em 19 municípios da grande Lisboa e da zona Oeste tinham iniciado às 00:00 de terça-feira a greve de 32 horas para reivindicarem o aumento dos salários e o cumprimento do Acordo de Empresa.

A paralisação, que terminou às 08:00 de hoje, afetou a recolha do lixo nos municípios de Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Sobral de Monte Agraço, Rio Maior, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.