A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) “lamenta profundamente” que 14 motoristas tenham incumprido a requisição civil e espera que “não se repita”.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse hoje que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo na greve dos motoristas.

Sobre esta questão, o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, confirmou à agência Lusa as 14 situações, lamentou-as profundamente e disse esperar que “não se repita por estes ou outros trabalhadores porque constitui um crime de desobediência”.

Matias de Almeida disse esperar que tenha sido um caso isolado, explicando que é preciso perceber também os motivos pelos quais estes trabalhadores incumpriram a requisição civil decretada pelo Governo devido à greve, por tempo indeterminado, dos motoristas.

A última coisa que as empresas e a Antram querem é acusar criminalmente ou disciplinarmente os seus trabalhadores. A única coisa que desejamos é que o ambiente pudesse ser de paz social”, garantiu.

Nos casos de crime de desobediência cabe ao Ministério Público agir judicialmente.

A troca de argumentos entre as partes tem sido marcada por um constante aumento de tom.

Com acusações à mistura, o porta-voz da ANTRAM voltou a apelar, em entrevista na TVI, aos sindicatos que parem a greve e cumpram os acordos que assinaram em maio.

André Matias de Almeida invocou ainda os custos brutais da greve para as empresas e para o país.