Ao quarto dia de greve o Governo fala de "normalidade". O balanço foi feito ao início da tarde por João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Transição Energética.

"Existe uma completa normalidade na distribuição", disse.

Neste balanço e segundo os números do Executivo, a partir de Leça da Palmeira já foram feitas 98% das cargas previstas para hoje e para Sines 95%, o que significa que vai ser ultrapassado o número de cargas previstas. 

Um cenário que o governante diz que repete o de Aveiro, com a distribuição da Prio a realizar 43 cargas das 44 previstas para esta quinta-feira.

No Barreiro (54%) e na CLC -  Companhia Logística de Combustíveis em Aveiras (47%) o número é menor, mas já foram concretizadas metade das cargas de hoje.

Uma normalidade que permite que o acompanhamento policial das cargas já seja "pontual."

Segundo João Pedro Matos Fernandes, o Executivo só tem conhecimento de um piquete de greve "ativo e reduzido" na CLC. 

Talvez por isso realização de transporte por Forças Armadas e de Segurança esteja resumido "ao carregamento para o aeroporto onde as faltas que se sentem de trabalhadores são mais por motivos de baixa." O ministro assegura que o aeroporto tem agora combustível para dois dias.

No que toca à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) não a acrescentar ao dia de ontem, apenas que estão em linha com os mesmos.

Este é de resto o primeiro dia em que o gasóleo no Algarve é igual à média do país (51,3%), o que segundo o responsável significa que "o grande esforço que fizemos teve êxito."

O ministro disse ainda as empresas relatam que "há muitos trabalhadores que estavam em greve e estão a recomeçar a trabalhar, o que comparando com o dia de ontem, em que houve flagrante de incumprimento dos serviços mínimos e até da requisição civil, não se verifica."

Já na fase de pergunta/ resposta, o membro do Executivo referiu ainda que não tem qualquer indicação de que haja esquadras sem polícia por que estes estão a acompanhar camiões de combustível. O ministro reagia assim à denúncia da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) que várias esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP) estariam a ser encerradas para que os agentes fizessem o trabalho dos motoristas em greve.

Já sobre as preocupações dos revendedores, no que toca aos prejuízos provocados pela greve, João Pedro Matos Fernandes, lembra a lei: "quem tem um posto de combustível não tem um negócio completamente normal no sentido em que assume uma particular responsabilidade (...) não consigo perceber o prejuízo que podem estar a ter quando comparados com os restantes postos."

Veja aqui: Postos onde pode abastecer durante esta greve