Mais de 90% das escolas estão hoje encerradas devido à greve da Função Pública, segundo um primeiro levantamento feito pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), que fala num “Dia de Portugal sem aulas”.

O difícil hoje é encontrar uma escola a funcionar”, afirmou hoje o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, em conferência de imprensa em frente ao Liceu Passos Manuel, em Lisboa, para fazer um primeiro balanço dos impactos da greve nacional dos Trabalhadores da Função Pública.

Segundo Mário Nogueira, “as escolas encerradas no país inteiro são mais de 90%”, uma taxa de adesão que se deve, em grande parte, aos trabalhadores não docentes. Entre os professores, a adesão deverá rondar entre os 75 e os 80%, segundo números avançados pela Fenprof.

Além da proposta de aumento salarial de 0,3% feita pelo Governo, Mário Nogueira lembrou outras razões para o protesto de hoje tais como a precariedade das carreiras e o envelhecimento dos profissionais.

O secretário-geral da Fesap, José Abraão, disse em conferência de imprensa ao final da manhã que a adesão na área da saúde, de cerca de 90%, foi a maior de sempre, na justiça chega aos 60% e, na educação, obrigou ao fecho de mais de 1.500 escolas.

 
/ BC