«Penso, sem dúvida nenhuma, que o sindicato dos pilotos está a usar este momento para conseguir tirar o máximo da empresa. Pode ser que eles tirem o máximo da empresa e de repente ela não exista mais. O risco não está a ser medido, esse é o grande problema», disse Fernando Pinto em entrevista ao Jornal das 8, da TVI.




Clientes vão e já não voltam


«O problema todo são as sequências de paralisações. Nós temos que ter o mínimo de respeito pelos clientes. Isto é um desrespeito aos clientes. O que tem acontecido, infelizmente, é uma sucessão de desrespeito aos clientes porque o cliente ‘vai embora’, abandona-nos (à empresa)».

Fernando Pinto recorda que antigamente a empresa era mais pequena e o mercado não era competitivo. «Hoje, a paralisação de um dia na empresa já tem um dano imenso, uma sequência de paralisações, como aconteceu, traz um dano muito grande à imagem», alerta. «O passageiro hoje, por ter mais opções, custa para voltar á empresa», adianta.
 

Fernando Pinto é perentório: «Hoje em dia é preciso ter muito cuidado ao usar a palavra greve. Hoje em dia fala-se em greve e o passageiro já não está lá».


pilotos da Portugália Airlines (PGA) aprovaram, por unanimidade, uma greve de 10 dias, com início a 1 de maiopilotos da TAP







paragem pode afetar o futuro da empresa

«Lamento profundamente esta situação e espero que ela possa ser revista por parte sindicato. O futuro da empresa pode estar em causa se o nosso processo de privatização não for bem sucedido. Devíamos estar todos a remar para o mesmo lado».




ministro da Economia também reagiu

«É evidente que estou surpreendido. Não esperávamos esta posição do sindicato dos pilotos, que contraria aquilo que foi escrito e assinado pelos representantes dos sindicatos dos pilotos na última semana de 2014».


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Lara Ferin