O ministro das Infraestruturas disse esta quarta-feira no Parlamento que o acionista privado da Groundforce, Alfredo Casimiro, "enganou o Governo, os portugueses e os trabalhadores da sua empresa".

Sobre as negociações, Pedro Nuno Santos refere que tiveram "boa fé", mas "só à última hora soubemos que já havia um penhor".

Foi um momento infeliz em que um empresário português tenta enganar o Governo português", disse o governante.

Pedro Nuno Santos está esta quarta-feira no Parlamento, no âmbito de requerimentos apresentados pelo CDS-PP e pelo Bloco de Esquerda (BE) sobre a situação da empresa de ‘handling’ (assistência nos aeroportos), cuja situação de salários em atraso foi desbloqueada no imediato, mas que continua sem solução à vista quanto às restantes verbas de que necessita para se manter em atividade.

Os salários em atraso relativos a fevereiro dos 2.400 trabalhadores da SPdH (Serviços Portugueses de Handling, comercialmente designada Groundforce Portugal) já foram pagos, com recurso às verbas recebidas da TAP no âmbito do acordo celebrado na sexta-feira com a companhia, que detém 49,9% do capital da empresa.

O pagamento foi concretizado após o acordo alcançado na passada quinta-feira - e fechado na sexta-feira - entre a administração da Groundforce e a TAP e que prevê a venda à companhia aérea, por cerca de sete milhões de euros, dos equipamentos da empresa de ‘handling’ (assistência nos aeroportos), que passa a pagar à TAP pelo aluguer deste material.

Lara Ferin