Quarenta e dois municípios portugueses, localizados maioritariamente no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa, registaram preços de venda de habitação superiores ao valor nacional no terceiro trimestre de 2018, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No período em análise, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi 984 euros por metro quadrado (€/m2), registando um aumento de +1,5% relativamente ao trimestre anterior e +7,9% relativamente ao trimestre homólogo”, de acordo com as estatísticas de preços da habitação ao nível local.

Segundo os dados do INE, o preço mediano da habitação manteve-se, no terceiro trimestre de 2018, “acima do valor nacional nas regiões Algarve (1.500 €/m2), Área Metropolitana de Lisboa (1.318 €/m2) e Região Autónoma da Madeira (1.203 €/m2)”.

Dos 308 municípios portugueses, 42 apresentaram um preço mediano acima do valor nacional, com Lisboa a manter o preço mediano de vendas de habitação mais elevado do país, fixando-se em 2.877 €/m2.

O INE apurou que, com valores acima de 1.500 €/m2, destacaram-se ainda os municípios de Cascais (2.167 €/m2), Oeiras (1.878 €/m2), Loulé (1.870 €/m2), Lagos (1.755 €/m2), Albufeira (1.683 €/m2), Tavira (1.630 €/m2) e Porto (1.525 €/m2).

Em termos de diferencial de preços de habitação entre municípios, a Área Metropolitana de Lisboa foi a sub-região onde se verificou a maior amplitude (2.247 €/m2), em que o menor valor foi na Moita (630 €/m2) e o maior em Lisboa (2.877 €/m2), seguindo-se o Algarve, a Região Autónoma da Madeira e a região de Coimbra, que apresentaram uma amplitude superior a 1.000 €/m2.

No terceiro trimestre de 2018, em Portugal, o preço mediano de vendas de alojamentos novos foi de 1.102 €/m2 e para os alojamentos existentes o valor situou-se em 963 €/m2”, indicou o INE, referindo que, à semelhança de trimestres anteriores, a Área Metropolitana de Lisboa apresentou a maior diferença entre o preço de alojamentos novos e o de alojamentos existentes (388 €/m2).

Entre as 25 NUTS III [Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins estatísticos] em Portugal, as sub-regiões que apresentaram um preço mediano de venda de alojamentos novos acima do valor nacional foram a Área Metropolitana de Lisboa (1.666 €/m2), o Algarve (1.659 €/m2), a Região Autónoma da Madeira (1.306 €/m2), a Área Metropolitana do Porto (1 188 €/m2) e o Alentejo Litoral (1 129 €/m2).

Também nestas sub-regiões, com exceção da Área Metropolitana do Porto e do Alentejo Litoral, os preços de alojamentos existentes foram superiores ao referencial, com o valor mais elevado a registar-se no Algarve (1.471 €/m2), seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (1.278 €/m2) e a Região Autónoma da Madeira (1.169 €/m2).

Já o menor preço mediano de alojamentos novos e existentes vendidos verificou-se no Alto Alentejo, 595 €/m2 e 423 €/m2, respetivamente, informou o INE.

Tal como em trimestres anteriores, das sete cidades do país com mais de 100 mil habitantes, Lisboa distinguiu-se “por apresentar o preço da habitação mais elevado (2.877 €/m2) e o maior crescimento face ao período homólogo (+24,3%)”.

No terceiro trimestre de 2018, face ao período homólogo, todas as cidades com mais de 100 mil habitantes registaram uma subida dos preços da habitação, exceto “Porto e Braga, únicas cidades onde a taxa de variação homóloga diminuiu relativamente à registada no segundo trimestre de 2018”.

As taxas de crescimento mais expressivas, relativamente ao período homólogo, registaram-se em Lisboa (+24,3%), Porto (+21,6%) e Amadora (+17,2%), sobressaindo ainda as cidades do Funchal (+12,4%), de Braga (+11,7%) e de Vila Nova de Gaia (+11,0%), que “registaram também taxas de crescimento homólogas superiores ao valor nacional”.

O menor crescimento relativo face ao terceiro trimestre de 2017 foi na cidade de Coimbra (+5,8%).

Neste âmbito, o preço de venda de alojamentos manteve-se, no terceiro trimestre de 2018, acima do valor do país nas cidades de Lisboa, Porto, Funchal, Coimbra e Amadora, enquanto as cidades de Vila Nova de Gaia (925 €/m2) e Braga (753 €/m2) mantiveram, tal como em trimestres anteriores, preços abaixo do valor nacional.

/ ALM com Lusa