Já nem nos arredores da capital se pode aspirar a ter uma habitação a preços reduzidos. De acordo com os dados o Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao primeiro trimestre, a tendência continua a acentuar-se. 

Amadora (+22,7%) e Porto (+22%) registaram as taxas de crescimento homólogo mais elevadas entre as cidades com mais de 100 mil habitantes. Três freguesias de Lisboa registaram preços superiores a 4.000 €/m2: Santo António, Santa Maria Maior e Misericórdia. A União de freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde foi a freguesia da cidade do Porto que registou o maior preço mediano de alojamentos vendidos (2.324 €/m2).

No primeiro trimestre de 2019 (últimos 12 meses) 46 municípios localizados maioritariamente no Algarve (1.562 €/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.355 €/m2) – as duas sub-regiões com preços mais elevados do país – apresentaram um preço mediano de venda de habitação superior ao valor nacional (1 011 €/m2).

Lisboa (3.111 €/m2) registou o preço mediano de vendas de habitação mais elevado do país e, com valores, acima de 1.500 €/m2 destacaram-se ainda Cascais (2.389 €/m2), Oeiras (2.062 €/m2), Loulé (1 983 €/m2), Lagos (1.800 €/m2), Albufeira (1.761 €/m2), Porto (1.682 €/m2), Tavira (1.669 €/m2), Odivelas (1.563 €/m2), Lagoa (1.544 €/m2), Funchal (1.542 €/m2) e Vila Real de Santo António (1.534 €/m2).

 
/ ALM