A Aviapartner é a mais recente interessada na compra da Groundforce. Em declarações à TVI, a empresa belga admite que está "seriamente interessada na Groundforce e em operar em Portugal.

A companhia de handling opera em 37 aeroportos de Bélgica, França, Alemanha, Espanha e Itália, empregando cerca de seis mil trabalhadores. Em alguns desses locais trabalha mesmo com a TAP.

A porta de entrada em Portugal pode fazer-se a partir da Groundforce, ainda que a empresa queira manter o negócio discreto.

Não podemos fazer comentários. Nestes negócios existem acordos de confidencialidade, mas espero que nos possamos ver em breve, em Portugal", disse Maurits Beerepoot, conselheiro geral da empresa.

Contactado pela TVI, Alfredo Casimiro, que é o principal acionista da Groundforce, não quis comentar o caso.

A Groundforce atravessa um período de grandes dificuldades financeiras, lutando para conseguir pagar os salários aos seus funcionários.

É detida em 50,1% pela Pasogal (cujo acionista maioritário é Alfredo Casimiro) e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português e que é acionista minoritário e principal cliente da empresa que presta assistência nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo.

A empresa, que tinha 3.600 trabalhadores, tem atualmente 2.400, 208 dos quais nos aeroportos da Madeira e do Porto Santo.