O desemprego continua a subir, tanto em maio como quando olhamos para os dados provisórios de junho. Sinais de ligeira melhoria no que toca ao emprego, mas só em termos mensais porque na comparação com o trimestre anterior há quedas.

Em junho deste ano, de acordo com a previsão, havia 350,9 mil desempregados, face aos 340,9 mil de há um ano. Quanto ao emprego, são 4.657,9 mil, menos 174,3 mil pessoas.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população empregada registou variações de +0,1%, em junho, relativamente ao mês anterior, de -3,2% em relação a três meses antes e de -3,6% por comparação com o mesmo mês de 2019.

Já o dado provisório para a taxa de desemprego de junho (conceito da Organização Internacional do Trabalho) situou-se em 7%, mais 1,1 p.p. que no mês precedente, mais 0,8 p.p que há três meses e mais 0,4 p.p. que há um ano.

Enquanto a taxa subutilização de trabalho situou-se em 15,4%, mais 0,8 p.p. que no mês precedente, mais 3,0 p.p. que há 3 meses e mais 2,4 p.p. que há um ano.

Para o aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês, ao contrário do sucedido nos meses anteriores, contribuiu exclusivamente o aumento do número de desempregados e do subemprego de trabalhadores a tempo parcial, já que diminuiu o número dos inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e o de inativos disponíveis, mas que não procuram emprego", diz o INE.

Quanto aos dados finais de maio revelam os efeitos que a pandemia continua a provocar no mercado de trabalho. Segundo o INE, a população empregada registou variações de -2,0% relativamente ao mês anterior e de -3,8% em relação a três meses antes e ao mesmo mês de 2019.

Já no que toca à taxa de desemprego (conceito OIT) situou-se em 5,9%, menos 0,4 pontos percentuais (p.p.) que no mês precedente, menos 0,5 p.p que há três meses e menos 0,7 p.p. que há um ano.

O INE refere ainda que a taxa subutilização de trabalho situou-se em 14,6%, mais 1,2 p.p. que no mês precedente, mais 2,2 p.p. que há 3 meses e mais 1,6 p.p. que há um ano.

"A informação deste destaque é influenciada pela situação atual determinada pela pandemia Covid-19, seja pela natural perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária, seja pelas alterações comportamentais decorrentes das medidas de salvaguarda da saúde pública adotadas. Por este motivo, o INE alerta para o especial cuidado a ter na análise das estimativas provisórias apresentadas", alerta. 

/ ALM