As exportações de bens aumentaram 5,4% e as importações subiram 1,2% em dezembro de 2019, face ao mesmo mês de 2018, em termos nominais, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional hoje divulgadas, “em dezembro de 2019, as exportações e as importações de bens registaram subidas homólogas nominais de 5,4% e 1,2%, respetivamente (+8,4% e +1,0% em novembro de 2019, pela mesma ordem)”.

Nas exportações, o INE destaca o acréscimo dos combustíveis e lubrificantes, que subiram 38,5%, essencialmente nos produtos transformados e principalmente para Marrocos.

Por outro lado, observou-se um decréscimo acentuado nas exportações de automóveis para transporte de passageiros, que caiu 26,2%, “neste último caso em resultado da elevada exportação registada em dezembro de 2018, após o desbloqueio da saída destes bens do porto de Setúbal”.

O aumento nas importações provenientes de Espanha é o que mais se destaca (+6,2%), segundo o INE, principalmente na categoria de bens de consumo.

O INE realça ainda que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 2,8% e as importações subiram 0,9% (em novembro tinham subido 5,9% e 2,6%).

Já o défice da balança comercial de bens registou uma diminuição de 165 milhões de euros face ao mês homólogo de 2018, atingindo 1.425 milhões de euros em dezembro de 2019.

Quando se exclui os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial regista um saldo negativo de 1.195 milhões de euros no mês em análise, correspondendo a uma diminuição do défice de 64 milhões de euros em relação ao mesmo mês de 2018.

Numa análise por trimestre, em outubro, novembro e dezembro de 2019 as exportações e as importações aumentaram 7,5% e 3,0%, respetivamente, face ao 4.º trimestre de 2018 (+7,3% e +6,5%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em novembro de 2019), refere o Instituto.

No conjunto do ano de 2019 as exportações e as importações de bens aumentaram 3,6% e 6,6%, respetivamente (+5,1% e +8,1% em 2018), tendo o défice da balança comercial de bens aumentado 2.842 milhões de euros.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em 2019 as exportações e as importações cresceram respetivamente 4,5% e 7,4% (+5,3% e +7,8% em 2018).

Exportações têxteis e vestuário caem 1%

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário caíram 1,0% em 2019, para 5.259 milhões de euros, sendo o aumento de 3,3% das vendas extracomunitárias insuficiente para compensar o recuo de 1,9% na União Europeia, informou hoje a associação setorial.

Num comunicado emitido após a divulgação pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) das Estatísticas do Comércio Internacional relativas a 2019, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) refere que os artigos de vestuário responderam por 60% das exportações do setor, enquanto 26% foram matérias-primas têxteis (incluindo fios, tecidos e têxteis técnicos) e os restantes 14% corresponderam a têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados.

No ano passado, o vestuário em malha foi a categoria de produtos que registou a maior quebra (menos 50 milhões de euros, equivalente a -2,3%), seguindo-se os outros artigos têxteis confecionados, onde se incluem os têxteis para o lar (com menos 19 milhões de euros exportados, ou seja, -2,8%) e as matérias-primas de algodão (menos 12 milhões de euros, -7%).

Pela positiva, a ATP assinala o vestuário em tecido, cujas exportações aumentaram 2,5% (correspondente a um acréscimo de 24 milhões de euros) e as pastas, feltros e artigos de cordoaria, com +9,4% (acréscimo de 22 milhões de euros).

Em termos de destinos, destaca o crescimento das vendas para os EUA e França (acréscimo de 17 milhões de euros), assim como para a Turquia (mais 11 milhões de euros ou +47,4%), referindo ainda o desempenho positivo do Canadá (acréscimo de seis milhões de euros ou +12%).

Já para Espanha as exportações recuaram 73 milhões de euros (-4,3%) e para a Alemanha diminuíram 14 milhões de euros (-3%), tendo estes sido os destinos com maiores quedas em termos absolutos.

No que se refere às importações de têxteis e vestuário, aumentaram 3,6% para 4.476 milhões de euros em 2019, sobretudo devido à importação de vestuário, que representou 53% do valor importado e aumentou 7,6% (mais 168 milhões de euros).

No final do ano passado, a balança comercial do setor português de têxteis e vestuário somou um saldo positivo de 784 milhões de euros, registando uma taxa de cobertura de 118%.

/ ALM com Lusa