O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 7,6% em 2020, registando a contração “mais intensa” da atual série de Contas Nacionais do INE, e recuou 6,1% no quarto trimestre, divulgou hoje o instituto estatístico.

Nas Contas Nacionais Trimestrais hoje divulgadas, o INE manteve a variação anual em volume do PIB publicada na estimativa rápida do passado dia 2, mas reviu em baixa, de -5,9% para -6,1%, a taxa de variação homóloga do PIB do quarto trimestre de 2020.

Também revistos foram os resultados provisórios de 2019, tendo o INE efetuado uma revisão em alta de 0,3 pontos percentuais das taxas de variação em volume e em valor do PIB, para 2,5% e 4,3%, respetivamente, em relação às estimativas que tinham sido publicas em 23 de setembro passado, e revisto em +0,3 pontos percentuais as taxas de variação homóloga no terceiro e quarto trimestres de 2019.

Segundo o INE, “em 2020 o PIB registou uma taxa de variação de -7,6% em volume, após um aumento de 2,5% em 2019”, sendo esta contração “a mais intensa na atual série de Contas Nacionais, refletindo o efeito negativo extraordinário da pandemia covid-19 na atividade económica”.

O Governo apontava para uma contração económica ainda mais acentuada, de 8,5%, enquanto a Comissão Europeia e o Conselho das Finanças Públicas esperavam uma queda de 9,3% do PIB, estando o Fundo Monetário Internacional mais pessimista (-10,0%).

Já o Banco de Portugal (BdP) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apontavam para uma queda do PIB de 8,1% e 8,4%, respetivamente.

Taxa de inflação homóloga estimada em 0,5% em fevereiro 

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido 0,5% em fevereiro, valor superior em 0,2 pontos percentuais ao registado em janeiro, segundo a estimativa rápida hoje divulgada pelo INE.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 0,7% (0,6% no mês anterior).

A taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos terá sido -3,1% (-4,4% no mês anterior), enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá apresentado uma variação de 1,4% (1,7% em janeiro), sinaliza.

Relativamente ao mês anterior, o IPC terá tido uma variação de -0,5% (em janeiro, a variação mensal foi -0,3% e em fevereiro de 2020 tinha sido -0,6%).

Estima-se assim, de acordo com o INE, uma variação média nos últimos doze meses nula, valor inferior em 0,1 pontos percentuais ao registado no mês precedente.

Ainda segundo o instituto, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 0,3% (0,2% no mês anterior).

Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de fevereiro serão publicados no dia 10 de março.

/ CE