A taxa de poupança das famílias em 2019 foi de 6,7% do rendimento disponível, uma descida de 0,1 ponto percentual face ao valor registado em 2018, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa de poupança das famílias diminuiu em 0,1 p.p. para 6,7% do rendimento disponível, em resultado de um aumento do rendimento disponível inferior ao da despesa de consumo final (0,7% e 0,8%, respetivamente)", pode ler-se no documento relativo às Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional hoje divulgadas pelo INE.

O INE assinala que o aumento de 0,8% no rendimento disponível das famílias "foi determinado pelo crescimento de 1,1% das remunerações no quarto trimestre de 2019 (1,2% no trimestre anterior)".

Já o investimento (formação bruta de capital fixo) das famílias registou "uma taxa de 1,6% no quarto trimestre de 2019 (1,8% no trimestre anterior)".

O Rendimento Disponível Bruto ajustado 'per capita' (por pessoa), que inclui apoios às famílias das administrações públicas ou instituições sem fim lucrativo, foi de 16,2 mil de euros no final quarto trimestre de 2019, "o que correspondeu a um crescimento de 0,8% face ao trimestre anterior (inferior em 0,3 p.p. à taxa de variação do PIB nominal 'per capita')".

No total, as rubrica das famílias, que inclui também instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias, registou um saldo positivo (capacidade de financiamento) de 1,6% do PIB em 2019, menos 0,1 ponto percentual do que em 2018.

As Administrações Públicas registaram um excedente de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, em contabilidade nacional, correspondente a 403,9 milhões de euros, o primeiro saldo orçamental positivo desde 1973, divulgou hoje o INE.

/ BC