A atividade turística manteve a tendência de recuperação em julho, com um milhão de hóspedes e 2,6 milhões de dormidas, correspondendo a descidas de 64% e 68%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano passado, divulgou hoje o INE.

De acordo com a estimativa rápida da atividade turística, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em julho de 2020, o setor do alojamento turístico deverá ter registado 1 milhão de hóspedes e 2,6 milhões de dormidas, o que corresponde a variações homólogas negativas de 64,0% e 68,0%, respetivamente, depois de em junho as descidas terem sido de 82,0% e 85,2%, pela mesma ordem.

Segundo o INE, a recuperação deve-se sobretudo aos residentes, cujas dormidas atingiram 1,7 milhões e representaram 65,5% do total (diminuição de 31,3%, depois de uma descida de 59,7% em junho, face ao mesmo período de 2019).

Já as dormidas de não residentes terão decrescido 84,2%, em julho, quando em junho tinham diminuído 96,2%, situando-se em 906,6 mil.

Os hóspedes residentes terão sido 719,3 mil, uma redução de 32,7% (-60,3% em junho) e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 305,8 mil, recuando 82,8% (-95,6% no mês anterior).

Segundo a estimativa rápida, o Alentejo continuou a apresentar a menor diminuição no número de dormidas, face ao mês homólogo, apresentando uma descida de 25,8% (-6,6% no caso dos residentes e -63,3% no de não residentes), após a variação negativa de 48,9% no mês anterior.

A totalidade dos principais mercados emissores manteve decréscimos superiores a 65% em julho, porém, menores do que no mês precedente, em que foram superiores a 90%.

No período em análise, os primeiros dados indicam que 27,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (46,3% em junho).

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Os efeitos da pandemia já se refletiram na economia portuguesa no segundo trimestre, com o PIB a cair 16,5% face ao mesmo período de 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

/ AM