A secretária de Estado do Tesouro e Finanças disse que quase metade dos 1.100 milhões de euros inscritos no orçamento retificativo servem para o Estado comprar ativos do BPN que estavam no perímetro deste banco nacionalizado em 2008.

«Desse valor, 435 milhões de euros são para comprar ativos que estavam no perímetro do banco e vão para as sociedades veículo» criadas em 2010 para receber os ativos ¿tóxicos¿ do banco, disse Maria Luís Albuquerque na comissão parlamentar de inquérito à nacionalização e reprivatização do BPN, informa a agência Lusa

Outros 400 milhões de euros são para reembolsar a Caixa Geral de Depósitos dos créditos concedidos, à velocidade de 100 milhões de euros por trimestre.

O restante servirá para eventuais «responsabilidades de contingentes» em processos como rescisões com trabalhadores, sejam do lado do Banco BIC, em que o encerramento de agências (além do mínimo de 160 com que se comprometeu a ficar no acordo para a aquisição do BPN) implica a saída de trabalhadores, seja das sociedades veículo.

«No limite superior, existe a expectativa de que não será necessário utilizar este valor», afirmou Maria Luís Albuquerque.
Redação / FC