O presidente da Federação Portuguesa dos Concessionários de Praia disse esta sexta-feira que o setor está otimista e preparado para abrir, para começar a trabalhar, cumprindo todas as regras de segurança à semelhança do que tinham feito no ano passado.

As praias são seguras, temos os nadadores-salvadores preparados para começar a funcionar e aguardamos com alguma expectativa o turismo. Nós estamos na primeira linha do turismo, as praias são muito requisitadas. Estamos cá com todas as nossas forças para ajudar o país a erguer-se”, disse à Lusa João Carreira.

O Governo anunciou na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, que vai manter este ano as mesmas regras para o acesso às praias que estabeleceu em 2020 devido à pandemia de covid-19.

Em declarações à Lusa, o presidente da Federação Portuguesa dos Concessionários de Praia disse que, com este anúncio do Governo, já podem arrancar, começando pela contratação de pessoas.

Já tínhamos começado a preparar-nos, mas agora vamos preparar-nos ainda mais. Antes era difícil estar a contratar pessoas. Não sabíamos o que ia acontecer, mas agora podemos começar a contratar gente e começar a trabalhar com os serviços mínimos”, disse.

João Carreira contou que, apesar da situação e da experiência do ano passado, um ano atípico com quebras de faturação em muitos casos superiores a 80%, o setor está otimista.

“No ano passado tivemos bom tempo, mas tivemos todas estas condicionantes que todos sabemos. (…) Foi um ano em que tivemos quebras gigantes em termos de faturação. Esperemos que, com a situação da vacina, as coisas melhorem rapidamente. Estamos expectantes, estamos cá para ajudar a fazer parte da solução”, salientou.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que “vigorará este ano o mesmo regime que foi estabelecido pela Direção-Geral da Saúde [DGS] para a época de praia do ano passado”.

No ano passado foi determinado que os utentes das praias deviam assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos.

A utilização do areal das praias estava interdita a “atividades desportivas com duas ou mais pessoas, exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares".

Nos toldos, colmos e barracas de praia, "em regra, cada pessoa ou grupo só podia alugar de manhã [até 13:30] ou tarde [a partir das 14:00]", com o máximo de cinco utentes.

Foi também instalada uma “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indicava ocupação baixa (1/3), amarelo ocupação elevada (2/3) e vermelho ocupação plena (3/3).

A informação sobre o estado de ocupação das praias era atualizada de forma contínua e em tempo real na aplicação ‘Info praia’ e no sítio na internet da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.152.646 mortos no mundo, resultantes de mais de 149,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.974 pessoas dos 836.033 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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