O défice das contas públicas agravou-se em 550 milhões de euros (ME) até agosto, face ao período homólogo, atingindo 6.878 ME, avançou esta segunda-feira o Ministério das Finanças.

Segundo o ministério, "o défice das Administrações Públicas até agosto atingiu os 6.878 ME em contabilidade pública, agravando-se em 550 ME face ao período homólogo em resultado do crescimento da despesa (5,1%) ter sido superior ao observado na receita (4,7%)".

Este agravamento encontra-se amplamente influenciado pela prorrogação do prazo de entrega do IVA de agosto", sublinha o gabinete liderado por João Leão, no habitual comunicado que antecede a divulgação da execução orçamental pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

De acordo com o documento, a despesa primária cresceu 6,5% "refletindo as medidas extraordinárias de apoio à economia e a forte dinâmica de crescimento do Serviço Nacional de Saúde".

Receita fiscal aumenta 215,8 milhões de euros até agosto

A receita fiscal do Estado aumentou em 215,8 milhões de euros até agosto, face a igual período do ano passado, para 27.223,8 milhões de euros (ME), segundo a síntese da execução orçamental divulgada esta segunda-feira pela DGO.

No que diz respeito à receita fiscal líquida do subsetor Estado acumulada até agosto de 2021, registou-se um crescimento de 215,8 milhões de euros (+0,8%), face ao primeiro período homólogo", refere a Direção-Geral do Orçamento (DGO).

A subida homóloga da receita fiscal observada até agosto assenta sobretudo na evolução dos impostos diretos, designadamente do IRS e do IRC.

Quanto aos impostos diretos, a evolução positiva de 377,3 milhões de euros (+3,3%) foi justificada pela combinação da evolução positiva do IRS em 781 milhões de euros – justificada pelo resultado positivo da Campanha de IRS e pela reduzida taxa de desemprego – com a queda da receita do IRC em 342,9 milhões de euros (-12,1%), em resultado da queda da receita associada à Campanha de IRC deste ano", pode ler-se no documento.

Agência Lusa / NM