O ministro das Finanças disse esta sexta-feira que o aumento do salário mínimo deve ter "significado", mas também ser "equilibrado" para as empresas conseguirem suportar e considerou que há "progressos significativos” nas negociações do Orçamento do Estado para 2021.

No final da reunião do Eurogrupo, em Berlim, em declarações aos jornalistas, João Leão afirmou que há cinco anos que as negociações da proposta do orçamento são “exigentes e desafiantes” e considerou que “há progressos significativos”.

Temos esperança na aprovação do Orçamento do Estado”, disse.

Sobre a proposta do salário mínimo nacional, considerou prematuro avançar com um valor, uma vez que ainda serão ouvidos os parceiros sociais, mas deixou a indicação de que o valor do aumento para o próximo ano deve ter “algum significado mas também ser equilibrado”, de modo a que os setores mais atingidos pela crise desencadeada pela covid-19 tenham capacidade de o pagar.

Deve ser um aumento que faça o compromisso entre duas questões importantes: aumentar o rendimento dos trabalhadores com salários baixos e dar um sinal importante ao resto da economia, criar expectativas nos trabalhadores de aumento dos seus rendimentos, e ao mesmo tempo haver um compromisso com a capacidade de as empresas suportarem esse aumento do salário mínimo", explicou.

Na quarta-feira, o ministro das Finanças defendeu que no próximo ano deve haver margem para aumentar "com significado" o salário mínimo nacional, após uma negociação na Concertação Social.

A nossa intenção é no próximo ano prosseguir com o diálogo que tem de ser feito na Concertação Social, com o aumento do salário mínimo e que haja um aumento com significado", afirmou o ministro na Grande Entrevista, transmitida pela RTP3.

A CGTP tem reiterado a proposta de que o salário mínimo chegue aos 850 euros num curto espaço de tempo. A UGT deverá votar favoravelmente no próximo secretariado nacional uma proposta de aumento de pelo menos 35 euros.

Este ano, o salário mínimo nacional subiu de 600 para 635 euros.

João Leão pôs de parte, por agora, um novo orçamento suplementar para este ano.

/ AG