De saída do Banco Central Europeu (BCE), o presidente Mario Draghi, baixou mais a taxa de depósitos, para -0,50% e avançou com a abertura de um novo programa de compra de ativos, o chamado Quantitative Easing (QE), no valor de 20 mil milhões a partir de 1 de novembro.

Ou seja, juros ainda baixos para quem "estaciona" o dinheiro no BCE - ou seja têm de pagar por que as taxas são mais negativas - e medidas de alívio quantitativo, através das quais o banco central injeta diretamente dinheiro na economia comprando ativos.

As outras taxas – a das principais operações de refinanciamento e a da facilidade permanente de cedência de liquidez ficaram inalteradas, em 0% e 0,25%, respetivamente.

Se, por um lado, em termos de taxa nem surpreendeu muito, dizem os analistas, a ideia de os estímulos não ter fim anunciado surpreende mais. 

"O Conselho espera que as compras decorram por tanto tempo quanto o necessário para reforçar o impacto acomodativo da sua política de taxas de juro" refere o comunicado, adiantando apenas que estas compras líquidas "devem terminar pouco antes de o BCE começar a subir juros".

De qualquer modo pode ler-se da decisão do presidente de saída do BCE, que será substituído por Christine Lagarde, a antecipação de "turbulências" provocadas pelo Brexit e outras, que empurrem os juros das dívidas dos países para baixo. Com mais compras Draghi trava este processo e, quem sabe, instiga os países a investirem mais.