O ministro do Ambiente, Matos Fernandes, defendeu hoje que é importante aumentar a adesão ao programa Casa Eficiente, considerando que a taxa de juro praticada pelos bancos não é atrativa.

À margem de um visita ao Complexo do Cachão, em Mirandela, Matos Fernandes adiantou que vai reunir-se "em breve" com a Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI) para encontrar soluções para ultrapassar o subaproveitamento do programa Casa Eficiente.

O programa Casa Eficiente tem 200 milhões de euros disponíveis para serem investidos na melhoria das condições energéticas e de eficiência das habitações.

“A expectativa que, quer a confederação CPCI quer o Governo tinham quando lançaram este programa, ainda não está a ser cumprida”, afirmou o ministro, realçando que “a taxa de juro que a banca está a praticar é uma taxa demasiado parecida com a do crédito pessoal para poder ser atrativa”.

Matos Fernandes defendeu que “é mesmo importante tornar mais eficientes as habitações, seja do ponto de vista energético, seja do ponto de vista elétrico”.

Já falei hoje de manhã com o presidente da CPCI e vamos muito em breve reunir para saber o que fazer com o objetivo de aproveitar estes mais de 200 milhões de euros que estão disponíveis para que possa ser investido neste setor”, afirmou.

De acordo com o jornal Público, seis meses depois de ter chegado ao terreno, o programa de eficiência energética, com uma dotação de 200 milhões de euros, permitiu empréstimos de apenas 300 mil euros, e só a CGD e o Millennium BCP avançaram com produtos específicos.