Portugal foi hoje ao mercado com duas emissões de Bilhetes do Tesouro (BT), a seis e 12 meses, em que colocou 1.750 milhões de euros.

As taxas, essas, foram as mais baixas de sempre, e negativas. Na emissão de BT’s a 6 meses, a taxa negativa foi de 0,425% face à taxa negativa de 0,4% na última emissão comparável, em novembro de 2017.

O montante colocado foi de 500 milhões de euros e a procura superou a oferta em 2,19 vezes.

Na emissão mais longa, mas também de curto prazo, a 12 meses, a taxa também foi mais negativa em relação à última emissão comparável, também em novembro de 2017.

A taxa foi negativa de 0,398%, face à negativa anterior nos 0,349%. Nesta maturidade foi possível colocar 1.250 milhões de euros, com a procura a superar a oferta em 1,7 vezes.

Para  Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, “mais uma vez, Portugal conseguiu colocar o montante pretendido com nova descida de taxas, que marcam um novo mínimo de sempre. Nunca tínhamos conseguido emitir dívida de curto prazo com taxas tão negativas.”

“Uma excelente notícia”, acrescenta, porque isso significa redução dos custos de financiamento do país.

Em 2017, Portugal tinha conseguido “rolar” a dívida de curto prazo sempre com taxas mais baixas (isto é, substituir dívida antiga por dívida nova com juros mais baixos) e esta foi mais uma emissão em que isso sucedeu.

Beneficiamos de toda a conjuntura favorável que temos tido nos últimos meses, desde a subida nos ratings até à aproximação das taxas portuguesas às dos outros países europeus, a chamada “redução no spread”, conclui o especialista.