Os trabalhadores da CarrisBus, pertencente à Carris, realizaram esta segunda-feira uma greve em Lisboa para revindicar a integração plena na empresa e contestar a precaridade laboral de cerca de uma centena de funcionários.

A greve decorreu entre a 13:30 e as 17:30 e teve, conforme disse à agência Lusa Manuel Leal, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), uma adesão de mais de 85%.

A CarrisBus foi criada em 2005 e é responsável por prestar assistência e fazer a manutenção e reparação dos autocarros e carros elétricos da Carris.

Conforme explicou à Lusa o sindicalista da STRUP, a greve serviu para exigir à Câmara Municipal de Lisboa, que gere desde fevereiro a Carris, que inicie os procedimentos para que os trabalhadores da CarrisBus sejam integrados na empresa.

Os trabalhadores hoje estão efetivamente sujeitos as todas as condições de precaridade. Aquilo que pretendemos é que seja criado um Acordo de Empresa provisório para que depois se possa caminhar para a integração plena destes trabalhadores na Carris", apontou.

Nesse sentido, Manuel Leal referiu que os trabalhadores decidiram, durante um plenário que decorreu durante a manhã, voltar a apelar à Câmara Municipal de Lisboa e à administração da Carris para que se faça "um esforço para que durante este mês exista um aproximar de posições".

"Ficou decidido que iremos solicitar uma reunião com a maior brevidade possível com o senhor presidente da Câmara Municipal de Lisboa (Fernando Medina). No dia 23 teremos outro plenário e esperamos ter já nesse dia novidades para discutir com os trabalhadores", sublinhou.

A Lusa contactou a administração da Carris mas não obteve, até ao momento, resposta.