O Governo reagiu ao favorito do Banco de Portugal para ficar com o Novo Banco, o Lone Star, frisando que o negócio, a acontecer com esse ou outro interessado, não pode ter impacto nas contas públicas. A fase que se segue são negociações mais aprofundadas e o ministério de Mário Centeno espera desde já que se coloque um pé no acelerador deste processo, sempre acautelando o mais importante: os contribuintes.

"O Governo sempre destacou que este processo de venda a investidores privados deve assegurar que não existirá impacto nas contas públicas ou encargos para os contribuintes, sendo também importante assegurar que a operação de venda acautele o impacto nas responsabilidades do sistema financeiro para com o Fundo de Resolução, salvaguardando assim a estabilidade do sistema no seu conjunto", lê-se no comunicado das Finanças.

Um sublinhado que surge depois de o ministro das Finanças já ter deixado claro, ainda não era conhecido oficialmente o favorito, que não vai dar garantias estatais a quem ficar com o banco e que, em última análise, prefere nacionailzá-lo. Tendo em conta o que foi noticiado, uma das condições do Lone Star é uma garantia acima de 2 mil milhões de euros.  

O Banco de Portugal desde logo frisou que a melhor proposta que recebeu tem "condicionantes". Foi também esse o termo que a tutela recuperou no comunicado.

O Governo toma também boa nota de que o Banco de Portugal considera que as propostas envolvem algumas condicionantes, mas que os potenciais investidores manifestaram desde já disponibilidade para aprofundar as negociações no sentido dessas condicionantes serem ultrapassadas".

O facto de "existirem neste momento várias propostas para a aquisição do Novo Banco" é positivo na ótica do ministério liderado por Mário Centeno. Quer dizer que, embora o fundo Lone Star esteja à frente na corrida, os outros interessados podem ainda melhorar as suas propostas, o que será bom para vender o banco por melhor valor.

Por isso, o Executivo espera que "o aprofundamento das negociações" permita "concluir com celeridade este processo" e, ao mesmo tempo, "assegure a continuidade estável e duradoura da instituição financeira". Termina lembrando o "papel muito relevante" que o Novo Banco tem no financiamento da economia e, em especial, das PME.