Os lucros dos CTT caíram 81,1% nos primeiros nove meses deste ano, em termos homólogos, atingindo 4,3 milhões de euros, adiantou o grupo, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Este resultado, atribuível a detentores de capital, deveu-se entre outros fatores, à redução do EBIT (resultado antes de juros e impostos) que no mesmo período se fixou em 17,3 milhões de euros, uma redução de 49,6% face a igual período do ano passado.

Por sua vez, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 21,3%, atingindo os 57,7 milhões de euros.

Já os rendimentos operacionais dos CTT fixaram-se em 534,3 milhões de euros, menos 1% do que em 2019, “penalizados pelo segundo trimestre deste ano, devido ao impacto da covid-19”, indicou o grupo.

De acordo com os CTT, os rendimentos operacionais do segmento de correio atingiram 308,8 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020, uma redução de 11,8% face a igual período de 2019, “devido fundamentalmente à queda dos rendimentos do correio transacional (-39,7 milhões de euros; -13,1%) e do correio publicitário (-3,6 milhões de euros; -21,6%), atenuada pelo crescimento dos rendimentos das soluções empresariais (+4,6 milhões de euros; +58,6%)”, lê-se no mesmo comunicado.

Por sua vez, os rendimentos operacionais da área de Expresso e Encomendas atingiram 131,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, um aumento de 19,5% face ao período homólogo, indicou a empresa.

Em Portugal, os rendimentos deste segmento “situaram-se em 81,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020, 15,1% acima do período homólogo de 2019”, sendo que no terceiro trimestre atingiram os 29,4 milhões de euros, um crescimento de 19,5% face a igual período do ano passado, “um valor sem precedentes”, destacaram os CTT.

“A performance do negócio em Portugal nos primeiros nove meses deste ano resultou sobretudo do crescimento do CEP (Courier, Express and Parcels), cujos rendimentos ascenderam a 65,2 milhões de euros (+23,2%)”, indicaram os CTT.

A empresa recorda que o primeiro semestre de 2020 “foi marcado pela pandemia de covid-19 e pelos efeitos das restrições impostas à maior parte dos setores da economia que tiveram um forte impacto no perfil de envios, tendo-se verificado uma redução do tráfego B2B [negócio para negócio, em inglês], e tendo-se, em contraponto, assistido a um forte crescimento da atividade de e-commerce e, portanto, de B2C [negócio para consumidor final]. No terceiro trimestre, manteve-se o forte ritmo de atividade de 'e-commerce' e verificou-se uma recuperação do B2B”.

A empresa indicou ainda que os gastos operacionais do período em análise totalizaram 476,6 milhões de euros, um crescimento de 2,2% face ao período homólogo, “com um impacto parcialmente inorgânico de 9,2 milhões de euros da 321 Crédito”.

Os CTT reportam ainda uma redução dos gastos com pessoal de 0,6%, para 1,5 milhões de euros.

Os gastos com pessoal caíram 1,5 milhões de euros (-0,6%) face ao período homólogo. Excluindo o efeito da 321 Crédito, os gastos decrescem 3,3 milhões de euros (-1,3%).

“Em 30 de setembro de 2020, o número de trabalhadores dos CTT (efetivos do quadro e contratados a termo) era de 12.472, menos 207 (-1,6%) do que em 30 de setembro de 2019”, adiantou também a empresa.

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