O Banco Montepio registou 6,5 milhões de euros de lucro no primeiro trimestre, valor que compara com os 5,7 milhões de euros totalizados em igual período do ano anterior, foi hoje comunicado ao mercado.

De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), este crescimento justifica-se com as “evoluções favoráveis do produto bancário 'core' e na redução dos custos operacionais e das dotações para imparidades e provisões”.

No período de referência, o produto bancário 'core' aumentou 1,2 milhões de euros (1,4%), uma subida que foi determinada pelo “contributo favorável da margem financeira”, que ascendeu a 61,1 milhões de euros, valor que compara com os 59,9 milhões de euros registados no período homólogo.

Entre janeiro e março, as comissões líquidas da instituição financeira ascenderam a 28,3 milhões de euros, “em linha com as comissões apuradas no período homólogo de 2018, em consequência das reduções das comissões associadas ao crédito e à prestação de serviços diversos, apesar do aumento observado nas comissões com serviços de pagamento e com mercados”.

Por sua vez, os resultados de operações financeiras foram negativos em 1,3 milhões de euros, o que compara com as perdas de um milhão de euros registadas no primeiro trimestre de 2018.

Já os custos operacionais “evoluíram favoravelmente traduzindo o impacto das medidas adotadas com vista ao aumento dos níveis de eficiência”, registando assim uma redução de 2,6 milhões de euros (-4,1%) no primeiro trimestre, suportada pela diminuição de 3,8 milhões de euros nos custos com pessoal, dos quais 3,4 milhões de euros resultam da alteração da contabilização dos proveitos com a cedência de pessoal, na diminuição dos gastos gerais administrativos de 1,1 milhões de euros (-6,3%) e no aumento de 2,2 milhões de euros (+37,9%) das depreciações e amortizações”.

No final do primeiro trimestre de 2019, a dívida emitida do Banco Montepio ascendeu a 1.125 milhões de euros, uma redução de 19 milhões de euros face ao valor de 31 de dezembro de 2018, “em consequência, por um lado, dos reembolsos de obrigações de caixa no montante de 97 milhões de euros e da redução de 22 milhões de euros em outras emissões e, por outro lado, da emissão de 100 milhões de euros de dívida subordinada realizada no primeiro trimestre de 2019”.

Na mesma altura, a base de depósitos de clientes atingiu 12.462 milhões de euros, mais 291 milhões de euros em relação ao valor registado em 31 de março de 2018, “reflexo do efeito da dinâmica comercial imprimida em 2018, representando 75% das fontes de financiamento”.