O mercado livre, aquele onde os consumidores podem escolher o fornecedor de energia, alcançou um número acumulado superior a 5,3 milhões de clientes em março de 2020, com um crescimento líquido de cerca de 9,7 mil clientes face a fevereiro de 2020, o que representa um crescimento de aproximadamente 2,7% relativamente ao mês homólogo, disse o regulador em comunicado.

“A pandemia por Covid-19 teve, contudo, impacto no ritmo de mudança dos consumidores que foi dos mais baixos registados desde 2012”, refere.

Em termos de quota de mercado, a EDP Comercial manteve a sua posição como principal operador no mercado livre em número de clientes (78%) e em consumo (41%). Relativamente a fevereiro, a sua quota diminuiu 0,2 p.p. em número de clientes, situação que já vem a ocorrer desde março de 2019. Em termos de consumo, a sua quota também apresentou uma redução de 0,2 p.p. relativamente ao mês anterior.

A Endesa manteve, em março, a sua liderança no segmento de clientes industriais (24%), apresentando uma diminuição de 0,1 p.p. da sua quota de mercado. O segmento dos grandes consumidores continua a ser liderado pela Iberdrola (26%), que aumentou as suas quotas em 0,5 p.p. face a fevereiro de 2020.

No mercado regulado permanecem cerca de 1 milhão de clientes.

Em termos de consumo, registou-se um aumento de 13 GWh face a fevereiro de 2020, atingindo 43.499 GWh no mercado livre, o que representa um acréscimo de 0,03% quando comparado com o mês anterior e de 0,5% face ao homólogo. O consumo no mercado livre representava, em março, 94,7% do consumo total registado em Portugal continental.

A quase totalidade dos grandes consumidores está já no mercado livre, enquanto a percentagem de domésticos atingia em março cerca de 88% do consumo total do segmento, face aos cerca de 86% registados no mês homólogo.

/ ALM