O País de Gales decidiu retirar Portugal da lista de países isentos de quarentena, mas mantém a Madeira e Açores, anunciou esta quinta-feira o ministério da Saúde do governo autónomo, que pela primeira vez aplicou regras diferentes do governo britânico. 

O ministro da Saúde galês, Vaughan Gething, disse ter considerado o relatório do Centro de Biossegurança Comum sobre os países que representam um risco para a saúde pública devido à pandemia covid-19. 

Decidi retirar Portugal continental (os Açores e a Madeira permanecerão isentos), Gibraltar, Polinésia Francesa e as ilhas gregas de Mykonos, Zakynthos, Lesvos, Paros e Antiparos e Creta da lista de países e territórios isentos”, acrescentou.

As medidas entram em vigor às 04:00 de sexta-feira, 4 de setembro.

Esta medida está a ser tomada devido ao grande número de casos de coronavírus importados para o País de Gales de turistas que regressam das ilhas gregas, em particular. Na última semana, foram confirmados mais de 20 casos em passageiros de um voo de Zante para Cardiff”, justificou.

A Escócia passou a exigir quarentena às pessoas que chegam da Grécia, mas esta é a primeira vez que o governo de Gales adota restrições diferentes das de Inglaterra, determinadas pelo governo britânico. 

Minutos antes, o ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, tinha dito que Portugal e Grécia continuam na lista de países seguros, apesar da especulação de que seriam retirados. 

Continuamos a manter a lista de corredores de viagem sob constante reavaliação e não hesitaremos em remover países se necessário. No entanto, não há adições ou remoções”, anunciou, através da rede social Twitter.

No entanto, acrescentou, "os turistas são lembrados - os países com quarentena de 14 dias podem e devem mudar num prazo muito curto”. 

Portugal só foi incluído na lista dos países com “corredores de viagem” com o Reino Unido há duas semanas, a 20 de agosto, apesar da pressão do governo português e do setor do turismo sobre as autoridades britânicas.

A decisão de adicionar ou remover um país é feita após uma análise do Centro de Biossegurança Comum, que usa como indicador principal o nível de 20 casos por 100 mil habitantes em sete dias, mas que também tem em consideração outros fatores, como prevalência, nível, taxa de mudança de casos positivos confirmados.

Inicialmente feita de três em três semanas, a reavaliação das medidas é agora feita semanalmente. 

/ AG