O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, referiu esta quarta-feira em entrevista que havia projeções que apontavam que o Novo Banco iria precisar de uma injeção de capital inferior a 598 milhões de euros e que isso ainda pode acontecer.

Havia projeções e havia contas que demonstravam a possibilidade do valor ser mais baixo e isso ainda não está demonstrado que não seja assim. Como é normal neste contrato, que esteve associado à venda do Novo Banco, há um conjunto de verificações que decorrem neste período de 30 dias, um pouco mais, até à injeção de capital do Fundo de Resolução no Novo Banco que permitirão, ou não, validar essa número", disse o governador.

 

Eu tenho neste dossier, como em todos os outros, uma enorme preocupação e que é a de que, perante um compromisso, todas as partes o possam honrar. Todas as partes não é só o Governo, que aqui tem uma parte reduzida", adiantou.

Na semana passada, o Novo banco anunciou que vai pedir mais 598,3 milhões de euros ao Fundo de Resolução ao abrigo do Mecanismo de Capital Contingente (MCC), para fazer face aos prejuízos de 1.329,3 milhões de euros relativos a 2020.

Sobre a resolução do Banco Espírito Santo, em 2014, e recordando a altura em que esteve no Governo, Mário Centeno reitera que "chegámos muito tarde a solucionar estes problemas".

Lara Ferin