O ministro das Finanças sublinhou esta quarta-feira que o aumento das despesas com pessoal no setor da saúde devido à redução do horário de trabalho para 35 horas esteve sempre previsto, lembrando que o Governo corrigiu “um desastre”.

O governante foi questionado pelos deputados sobre a ideia do PS querer aumentar o número de trabalhadores na Administração Pública na próxima legislatura.

Mário Centeno, que está a ser ouvido na Comissão parlamentar do Trabalho e Segurança Social, lembrou que quando tomou posse, em 2015, não havia qualquer documento que explicasse os fundamentos e a preparação desta medida.

A mudança das 35 para as 40 horas foi um autêntico desastre na Administração Pública, porque ela não foi assumida, não foi negociada, não foi trabalhada com a Administração Pública, foi imposta”, disse.

No regresso para as 35 horas, lembrou, o Governo “sempre assumiu [desde 2016] que a redução do horário para as 35 horas seria feita sem custos, exceto na saúde”.

O governante sinalizou, a propósito, que o número de enfermeiros “caiu a pique” entre 2012 e 2015 e houve um aumento de despesa na Saúde de 19 milhões de euros em 2016 e 2017.