"O plano de venda naquele instante, do Banif e dos ativos postos à venda separadamente, passava por entregas para venda voluntária até ao dia 15 de dezembro. Não chegou nenhuma. Estendemos até dia 18 e chegaram três propostas e uma não vinculativa. Essas propostas foram entregues pela administração do Banif ao Governo, e pelo Governo ao Banco de Portugal", disse Mário Centeno.


As dificuldades que o banco enfrentava foram "transmitidas pelo governo anterior e tentamos perceber quais as alternativas existentes", declarou.

"Atendendo à situação particular do Banif - em profundas dificuldades, com uma ajuda de Estado não autorizada, depois de oito processos de reestruturação, e depois de longas cartas, mas com pouca produtividade - era necessário agir muito rapidamente e foi o que fizemos", sublinhou Centeno.


"O processo voluntário de venda teria de ter um preço positivo, mas nessa data era muito complicado alguém dizer se se ia concretizar, se os interesses tinham sido apresentados, eram só 'ses'", referiu o governante.






"O que o Governo, como entidade responsável pela estabilidade financeira do país fez, foi a preservação da estabilidade financeira", rematou Mário Centeno.