O ministro das Finanças, Mário Centeno, assumiu hoje a presidência do Conselho de Governadores do Banco Europeu de Investimento (BEI), sucedendo ao seu homólogo da Polónia, anunciou o Ministério das Finanças.

Em comunicado, as Finanças afirmam que o mandato terá a duração de um ano e que a nomeação “é automática e decorre do esquema de rotação estabelecido pelo banco, baseado na ordem alfabética dos Estados-membros em língua inglesa”.

Enquanto presidente do Conselho de Governadores do BEI, Mário Centeno presidirá à reunião anual do Conselho de Governadores – composto pelos restantes ministros das Finanças da União Europeia –, que “deverá ocorrer em maio de 2018, bem como a eventuais reuniões extraordinárias do Conselho que venham a ser agendadas”.

O BEI foi fundado em 1958 e tem como principal objetivo a “promoção do desenvolvimento do mercado interno da União Europeia, através da concessão de financiamento a longo prazo, de garantias e de assistência técnica”, lê-se no comunicado do Ministério das Finanças.

Portugal tornou-se acionista do BEI em 1986, com a adesão à então Comunidade Económica Europeia. Contudo, o BEI começou a financiar operações em Portugal a partir de 1976, tendo desde essa data emprestado cerca de 46.404 milhões de euros para apoiar 769 projetos.

O volume de financiamento do BEI foi de 83,75 mil milhões de euros em 2016.

O financiamento assinado pelo BEI em 2016 em Portugal totalizou 1.486 milhões de euros, ligeiramente acima dos 1.413 milhões de euros observados em 2015.

Processo de venda decorre sem atrasos

Entretanto, em entrevista à agência Reuters, o ministro das Finanças disse que a venda do Novo Banco está a decorrer dentro dos prazos previstos, sem atrasos, mas admitiu que nestas circunstâncias é sempre necessário prever um ‘plano b’.

"Estamos focados, todos os intervenientes do processo estão focados, em concluir a venda definida em final de março. Não há nenhum atraso face aos cenários iniciais e nós estamos confiantes que eles se vão confirmar", afirmou Mário Centeno em entrevista à agência Reuteurs, acrescentando que o que está a acontecer agora é “um trabalho muito grande do ponto de vista técnico, jurídico e financeiro” para acertar os pormenores da operação.

Questionado sobre ações judiciais que existem, nomeadamente colocadas por grandes fundos de investimento internacionais e destinadas a travar o processo de venda, o governante afirmou que estas “não têm qualquer impacto prático neste momento na prossecução e conclusão da venda".

Contudo, admitiu que quem gere estes processos tem sempre de ter previstas contingências: "Seguramente, há planos que se têm de desenhar, não vale a pena explorá-los neste momento, nem lhes chamar alternativos sequer, porque, como deve imaginar, há uma análise muito vasta, de muitas circunstâncias, que tem de estar previamente acautelada e está", afirmou.