A Europa acordou hoje com sentimentos contraditórios no que tocas ao mercado de ações. Com os investidores, eventualmente, a aproveitarem para fazer algumas mais-valias depois do rally das bolsas ontem. Por um lado, a Comissão Europeia reviu em alta várias previsões de crescimento para as economias da Europa e os investidores estão ansiosos sobre o tal “plano” Trump para a fiscalidade nos Estados Unidos, o que fez os principais índices dispararem e em Wall Street não ser diferente.

Mas há dados macroeconómicos na Europa, como o crescimento económico da zona euro, que serão conhecidos esta semana e Janet Yellen, a presidente da Reserva Federal norte-americana, o homónimo do Banco Central Europeu, vai falar perante o comité de banca do Senado. É o seu primeiro testemunho na administração Trump, o que gera alguma curiosidade. 

Com este dois polos a pesarem nas decisões dos investidores, o mercado acaba por refletir isso mesmo e segue sem rumo e poucos negócios.

Em Lisboa, o PSI20 abriu em queda de 0,35% para 4.580,55 pontos e, entres os pares europeus, só mesmo o DAX alemão tenta o verde.

No índice nacional, a Pharol está a dar nas vistas pela negativa. A cair 5,99% para 0,361 euros e já esteve a cair quase 11,5%.

Segundo o Negócios, "nos últimos dias os ganhos foram suportados pela expectativa de um desfecho positivo da recuperação judicial da Oi no Brasil e pelas notícias de que o fundo Cerberus estaria a preparar uma proposta de recuperação alternativa". Mas o gestor da corretora XTB, Henrique Romão Dias, citado pelo mesmo jornal, considera que o baixo preço da ação tornou-a num alvo fácil para "especuladores que procuram um trading intra-diário."

Más notícias também por parte do BCP, que ensaia um segundo dia de perdas ao derrapar 1,65% para 0,142 euros.

Nos títulos com maior peso no índice, Galp e Jerónimo Martins, também não ajudam. Estão em queda, apesar do volume de títulos transacionados ser baixo.

/ ALM